Sobre o Ecosistema Digital da Rede Ecovida de Agroecologia

A Rede Ecovida vem discutindo e elaborando uma ferramenta para a gestão de dados e documentos desde o início do credenciamento do OPAC no MAPA.

Entre 2013 e 2015, iniciaram-se as discussões sobre como deveria ser esse sistema de gestão da certificação e quais funcionalidades ele precisaria contemplar. A partir de 2015, um programador passou a desenvolver a primeira versão do software do zero, sem utilizar uma base pré-existente. Em 2018, essa versão foi oficialmente implementada como a ferramenta de gestão de dados e documentos do OPAC da Rede.

No entanto, o sistema apresentava limitações estruturais e técnicas, pois foi desenvolvido sem o rigor de engenharia de software necessário para sustentar sua evolução. Ainda em 2018, o programador deixou de atuar no projeto e, no período de 2018 a 2022, a Rede Ecovida ficou sem equipe de desenvolvimento, acumulando demandas e ficando impossibilitada de promover melhorias significativas.

Esse cenário mudou em 2022, quando a Rede estabeleceu parceria com um novo grupo de tecnologistas, que deu origem à startup Tekoporã. A primeira ação foi a realização de um diagnóstico detalhado do sistema existente. A análise apontou que seria mais eficiente e econômico criar um novo sistema do zero do que tentar corrigir e ampliar o software anterior. Além disso, identificou-se a necessidade de um Ecossistema Digital integrado, que articulasse comunicação externa e interna, gestão de informações e a apresentação pública de dados.

Para registrar e apresentar como todo esse trabalho vem sendo desenvolvido, decidiu-se escrever um artigo científico que foi apresentado no 13º CBA - Congresso Brasileiro de Agroecologia, que por enquanto pode ser visto no site da Rede.

Com relação ao Ecossistema Digital da Rede, também foram realizadas oficinas de treinamentos e discussões sobre as ferramentas. Além de estarmos provocando outros debates relacionados a esse assunto.

3 curtidas