O que têm em comum as sementes transgênicas patenteadas pela Monsanto com as políticas das Gigantes da tecnologia?

O seguinte texto é um fragmento do prólogo do livro “MABI sobre Monopólios Artificiais sobre Bens Intangíveis”, publicado em 2006 e ainda vigente

Muito mais do que pode surgir à simples vista. Não se trata apenas de colocar em questão as atuais regulamentações de patentes e direitos autorais, mas de entender quais são as implicações da revolução científico-técnica na qual estamos imersos e que nos está arrastando para um abismo que devemos discutir como sociedades.

Ao longo desses anos de trabalho, compartilhamos com outros movimentos a preocupação com a radicalização crescente do sistema de patentes e direitos autorais, que não termina aí, mas avança com outros tipos de regulamentações que se impõem cada vez mais através dos diferentes cenários, desde as negociações internacionais até as regulamentações técnicas.

A OMPI, a OMC, o ALCA, os Tratados de Livre Comércio são os ambientes em que compartilhamos as lutas que nos unem. E justamente, é esse sistema de conivência entre Corporações e Estados que nos coloca em jaque como sociedades democráticas, sustentáveis e livres.

Assim, encontramos que nossos próprios princípios filosóficos e políticos estão em risco frente à criminalização de ações que nos são cotidianas, como compartilhar conhecimento ou conservar nossas sementes.

O que é comunitário está sendo devastado por um sistema que fomenta o individualismo e a concentração da riqueza em poucas mãos.

E é aqui onde encontramos a luta em comum.

Compartilho o link do MABI e outros livros feitos pela Fundação Vialibre, todos com licença para compartilhar livremente.

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